Robalo

Dicentrarchus labrax (Robalo)


Vivendo na proximidade das costas e dos estuários ricos em microrganismos, o robalo é há já muito tempo criado em aquicultura tradicional. Os peixes entravam em lagunas ou bacias artificiais (em muitos casos, salinas) e o acesso era em seguida fechado. É o princípio da valicultura italiana e dos esteros no Sul de Espanha, que ainda se encontram em actividade. Os robalos cativos alimentavam-se então de forma natural até à sua captura. O inconveniente residia na sua voracidade, que destabilizava o ecossistema lagunar. Em determinados locais, o povoamento nestas bacias era feito pelos juvenis capturados por pescadores locais. Na década de 1960, à semelhança do que sucedeu com a aquicultura do salmão no Norte da Europa, a escassez de juvenis levou os cientistas mediterrânicos a desenvolver um processo de criação intensiva que assenta numa técnica de incubação muito complexa e na produção de alimentos específicos


Reprodução
A reprodução do robalo é totalmente controlada em maternidades, utilizando reprodutores seleccionados nas explorações aquícolas. Para prolongar o ciclo de reprodução do robalo, é utilizada a técnica da fotomanipulação, que consiste em induzir o comportamento sexual sazonal da espécie alterando o período de «exposição solar» artificial. Os ovos fecundados pelo macho são recolhidos à superfície do tanque de desova e colocados em bacias de incubação onde irão eclodir após um período de 48 horas. As larvas são então transferidas para tanques de alevinagem.


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